8
de
agosto
TÉCNICAS BÁSICAS DE DEDILHADO

Desde o início da década de 60, o dedilhado fingerpicking tem sido sinônimo da música folk americana e de violão de cordas de aço. Mas você não precisa ser fã de folk, nem tocar violão, para se beneficiar dos dedilhados baseados em padrões. Há muitas maneiras de aproveitar a energia suave e rítmica do dedilhado fingerpicking na música contemporânea. O truque é combinar movimentos tradicionais da mão da palheta com aberturas e timbres modernos.
Nesta lição, mostramos como fazer isso. Mas, primeiro, faremos uma distinção entre dedilhado fingerstyle e fingerpicking. Toda vez que você ataca as cordas com as pontas dos dedos, em vez de usar uma palheta, você está tocando fingerstyle. O fingerstyle caracteriza uma grande variedade de gêneros musicais, como o erudito e a bossa nova. O fingerpicking possui uma definição mais restrita – é uma técnica baseada em padrões.
Os grandes mestres do fingerpicking repetem sequências específicas de dedilhado à medida que atravessam progressões de acordes e músicas. Esta repetição é o que torna o fingerpicking atraente e desafiador. Com modelos básicos, você pode criar ritmos incríveis que darão vitalidade à sua música.

APERTANDO
O Ex. 1 apresenta diversos elementos encontrados nos modelos de fingerpicking. Estes elementos são fundamentais para destrinchar fórmulas deste tipo de dedilhado.

Primeiro, note como o polegar (p) toca a corda do baixo (neste caso, a quarta ou a sexta corda) em todo tempo forte de semínima. Este movimento marca a maioria dos modelos de fingerpicking. Em seguida, veja como o polegar é acompanhado por uma nota mais aguda, tocada pelo dedo médio (m). Agora, cheque os tempos fracos. Durante o padrão inteiro, o dedo indicador (i) toca a terceira corda solta no e de cada tempo. Para resumir, em um típico modelo de fingerpicking:
• O polegar toca uma nota do baixo em todos os tempos fortes.
• O polegar e o dedo médio atacam ao mesmo tempo um intervalo em tempos fortes selecionados.
• O dedo indicador toca a mesma corda em cada tempo fraco.
Ao aprender este exemplo, preste atenção no ritmo de cada compasso. Quando tocar os intervalos nos tempos um, dois e três, diga “aperta”. Quando o seu dedo indicador tocar os tempos fracos, diga “pega”. E quando você tocar o tempo forte do tempo quatro, diga “polegar”. Tudo junto fica “aperta/pega, aperta/pega, aperta/pega, polegar/pega.”
Algumas dicas: a terceira corda solta oferece cobertura sonora para a próxima mudança de posição. Aproveite isto e mova-se para a posição seguinte uma colcheia antes de ela ocorrer.
Quando você “espreme” a quarta e segunda cordas, imagine que está fechando a tampa de uma garrafa com o polegar e o dedo médio. O uso deste movimento horário ajuda no relaxamento dos seus músculos e na fluência do ritmo. Da mesma maneira, quando você alterna seu polegar entre a quarta e sexta cordas, mova-o elipticamente, em vez de para frente e para trás. Assim enfatiza-se movimentos circulares. Não é necessário ver estes círculos, basta senti-los. Por fim, certifique-se de arquear seus dedos da escala de modo que as cordas soltas possam soar livremente.

