CURSO DE VIOLÃO E GUITARRA

Curso básico de violão e guitarra online, com aulas e dicas para quem quer aprender a tocar violao de modo rápido,pratico e sem complicações! Curso com aulas de violão e guitarra para iniciantes e intermediários.Aprenda a tocar sem sair de casa. Dicas de afinação, notas, acordes,ritmos, escalas, musicas, exercicios, dedilhados, cursos online, video-aulas e muito mais para você praticar no seu instrumento musical.

19

de
fevereiro

Curso de Violão - Tablaturas

Tablatura (tablature ou tabulature ou tab em inglês) é um método usado para transcrever música que pode ser tocada em instrumentos de corda como violões, guitarras e baixos. Ao contrário das partituras que exigem maior conhecimento de música e bastante treino as tablaturas são voltadas para o músico iniciante ou prático.

2. Qual a diferença entre tablaturas e partituras?

Apenas na aparência uma tablatura pode parecer com uma partitura. Apesar de ambas serem escritas
em pautas (linhas), as semelhanças param por ai.

Uma partitura indica quais notas devem ser tocadas, a duração de cada nota, a velocidade com que deve ser tocada e etc. Exigem muita prática e um conhecimento apurado de música. Indicando a nota que deve ser tocada a partitura não diz onde esta nota se localiza no braço do instrumento ou no teclado. A partitura serve para transcrever músicas para qualquer instrumento, seja de sopro, de cordas, de percussão, etc. Outra vantagem das partituras é que permitem que o músico que nunca tenha ouvido a música a toque exatamente como previsto (desde que saiba ler fluentemente partituras, o que obviamente exige geralmente anos de treino).

Já uma tablatura, método de transcrição que serve apenas para instrumentos de corda como violões, baixos e guitarras, não indica diretamente a nota que deve ser tocada e sim qual corda deve ser ferida e em qual traste. Obviamente torna-se assim muito mais útil ao músico iniciante ou prático.
Por outro lado a tablatura tem a grande desvantagem de exigir que o músico conheça a música que deseja tocar visto que a mesma indica geralmente apenas as notas e não a duração de cada uma ou o tempo da música.

Além das notas a serem feridas a tablatura irá indicar quando devem ser usadas técnicas como bends, slides, hammer-ons, pull-offs, harmônicos e vibrato.

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19

de
fevereiro

Curso de Violão - Escrita musical, notas musicais, pautas e tablaturas

Escrita Musical é um tipo de linguagem que deve transmitir uma idéia ou um pensamento. Quanto mais corretamente ela for feita, mais claramente ela será entendida e executada.
A Escrita Musical baseia-se em regras e orientações que servem de guia para alunos e profissionais da área musical. Devem ser consideradas por aqueles que desejam ter seu material referenciado como produto de alto nível, mesmo que estejam usando programas de computador.

NOTAS - PAUTAS - TABLATURA:



Notas de linha São divididas exatamente ao meio pela linha onde são escritas. ( MI- SOL- SI- RÉ- FÁ)
Notas de Espaço São escritas sem ultrapassar a linha superior e a linha inferior a elas.(FÁ- LÁ- DÓ -MI)
Com frequência usa-se a Pauta de 5 linhas. Mas alguns instrumentos de percussão, podem ter notas escritas em pauta de uma linha.

Tablatura é uma outra forma de notação onde as cinco linhas da pauta representam as cordas do instrumento( usada para guitarra, baixo elétrico, banjo, bandolim
As letras TAB aparecem escritas no lugar da clave.
Escrevem-se números sempre nas linhas, indicando as casas onde as notas devem ser tocadas. As linhas são contadas de cima para baixo.
A Tablatura também pode ter 6 linhas (para guitarra) e quatro linhas (para baixo elétrico, banjo de 4 cordas e bandolim).

18

de
fevereiro

Curso de Violão - Acordes e Tríades

Olá! Continuando o nosso estudo de Violão e Guitarra popular, vamos entender agora como formar acordes. Para tanto precisamos entender que existe basicamente um modo de formá-los que é a Tríade.
Todo acorde é formado por pelo menos três notas tocadas ao mesmo tempo. Essas três notas tem uma seqüência inteligente, não aleatória. Por exemplo o acorde de DO tem evidentemente a nota DÓ.

E quais as outras duas notas? Se você considerar  a primeira então soma-se a ela a terceira (terça) e a quinta, ou seja, mi e sol. Assim é que se forma um acorde de DO : Do, mi, sol. E um acorde de Sol? Sol, Si, Ré. E de FÁ? Fá, Lá, Do.
Para achar as notas no violão é preciso partir de uma corda solta e a partir daí achar as próximas. Então, veja como é a posição da mão esquerda nestes três exemplos citados (Do, Sol e Fá) e perceba que cada um desses acordes contém somente três notas, embora estas apareçam repetidas.

Até a próxima!!!!!

17

de
fevereiro

Curso de Violão - Campo harmônico

Sem dúvida este é um dos assuntos mais importantes para quem quer realmente se tornar músico, pois o campo harmônico nos dá a completa visão das possibilidades harmônicas que temos assim como toda a visualização de escalas, tornando assim o estudo puramente matemático e claro. Primeiramente temos que entender para quê serve o campo harmônico, qual sua finalidade.
campo harmônico traduz na verdade algo que nós sabemos por instinto, por exemplo, quando você esta compondo uma musica, instintivamente você tenta achar uma seqüência melódica que te agrade, e nas tentativas, é claro que as vezes tocamos seqüências de acordes que parecem não combinar entre si, isso se deve ao fato de que existe uma seqüência de acordes que se combinam, existe portanto uma seqüência melódica, por exemplo, seria a diferença de tocar em seqüência um acorde maior/ menor/ menor/ menor/ menor/ maior temos uma progressão, que quando tocada soa estranho, isso porque existe uma regra para combinação de acordes, isso não pode ser feito aleatoriamente, você terá um efeito horrível se você tocar uma seqüência :
Cm Dm Em Fm Gm Am Bm
Isso não pode ser feito, então o campo harmônico serve para nos mostrar a sequência de acordes que irá soar perfeitamente e aonde estariam as escalas para aplicação. Vendo o campo, perceba que ele é composto por 7 graus, a escala musical é composta por sete notas, portanto uma seqüência melódica de acordes está relacionado com a escala musical que é a base de tudo. Na segunda aula analisaremos como é o vínculo entre as escalas e os acordes.
Veja no campo harmônico a seqüência de acordes com suas respectivas sétimas:
Dm7 Em7 F7M G7 Am7 Bm7(b5)
Pois bem aqui temos o campo harmônico natural, ele servirá de base para criarmos os outros. Agora feito o primeiro campo temos uma definição sobre os graus.
I7M IIm7 IIIm7 IV7M V7 VIm7 VIIm7(b5)
Antes de seguir adiante vou explicar porque o sétimo grau é chamado de meio diminuto. A explicação básica do campo harmônico natural é que você tem uma seqüência de acordes que casam com as escalas, e que nenhum dos acordes e escalas nesse posicionamento tem sustenidos ou bemóis, pois bem faça um acorde de B, tanto faz ser maior ou menor, veja que notas fazem parte do acorde…. você irá achar o F#! Ele é a quinta justa de B!
Quinta justa seria o seguinte, quando você monta, por exemplo, o modelo maior ou menor da corda E ou A, existe um modelo para o acorde certo? Note que onde está o dedo 3 no acorde corresponde a quinta do acorde, a quinta justa então seria sempre onde está seu dedo 3, é chamado quinta justa porque a quinta de B é na verdade, vamos contar juntos B/C/D/E/F 1/2/3/4/5, é a nota F, mas montando um acorde, a quinta é F#, baseado que no campo harmônico natural não pode haver sustenidos, temos que tirar esse sustenido do acorde!
Temos dois modelos para esse grau o meio diminuto e o quinta aumentada, ora a quinta justa de B é F# ,a quinta aumentada é G! Tiramos o sustenido que não pode ter! Agora como faremos para entender e criar os outros campos?
Agora você sabe quais acordes se casam, mas veja bem, existe sempre as exceções, muitas musicas são criadas com 2 campos diferentes, ou até 3, mas agora tudo têm uma explicação lógica e matemática, 2 casos comuns é em uma determinada música, ela se progredir para um outro campo harmônico. Então o campo harmônico além de facilitar o seu trabalho de composição, já te mostra onde estão as escalas para solar, já lhe dá opções de acordes e facilita e muito para tirar músicas de ouvido, ache dois, três acordes e tente identificar em que campo está, você poderá tirar o resto vendo quais os acordes que fazem parte do campo, e para solos ficará muito mais fácil tirá-lo, sabendo onde estão as escalas.

17

de
fevereiro

Curso de Violao - Dicas de afinação

Se você possui um piano ou outro teclado, poderá afinar as cordas do seu violão ou de sua guitarra com as seis teclas indicadas no desenho (MI-Lá-Ré-SOL-SI-MI), dependendo sempre da sua capacidade auditiva.

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15

de
fevereiro

CURSO DE VIOLÃO E GUITARRA - Testando a afinação

Sempre teste a afinação do seu instrumento. Siga a seguinte instrução:
A corda 6 pressionada na casa 5 deve ter o mesmo som da corda 5 solta;
A corda 5 pressionada na casa 5 deve ter o mesmo som da corda 4 solta;
A corda 4 pressionada na casa 5 deve ter o mesmo som da corda 3 solta:
A corda 3 pressionada na casa 4 deve ter o mesmo som da corda 2 solta;
A corda 2 pressionada na casa 5 deve ter o mesmo som da corda 1 solta:

As cordas 6 e 1 soltas devem ter o mesmo som, pois as duas são MI, mesmo que a 6ª corda seja bem grave e a 1ª bem aguda, o som deverá ser o mesmo.

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15

de
fevereiro

RAZÕES PARA TOCAR UM INSTRUMENTO MUSICAL!

Um estudo recente pela universidade de Califórnia mostrou que após oito meses de lições do teclado os preschoolers mostraram um impulso de 46% em seu raciocínio espacial.
1) Realça o desenvolvimento do cérebro nas crianças que melhoram desse modo o matemática, a leitura, contagens espacial-temporal e mais.
2) Profissionais e estudantes que tocam algum tipo de instrumento como forma de entretenimento reduzem significativamente a sindrome de ‘burn-out’ e/ou estresses.
3) Estudantes de colegial que estudavam música (tocar e leitura), em pesquisa realizada nos EUA, tiveram melhor desempenho escolar quando comparados aos estudantes que não tinham nenhuma atividade relacionada à música.
4) Tocar algum tipo de instrumento em parceria reativa o bom humor.
5) Hospitais norte americanos apoiam o uso da música como forma de reativar a auto-estima dos pacientes e colaborar para a recuperação de graves doenças.
Fonte: revista Música & Mercado -
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14

de
fevereiro

Curso de Violão - O instrumentista completo


Um guitarrista está sempre aprendendo (ou pelo menos deveria!). Quanto mais você tocar, maior será seu aperfeiçoamento. Existe uma infinidade de diferentes dicas, truques, exercícios, métodos e mais métodos de estudo – mas nenhum atalho. É como eu disse antes, o seu maior ídolo com certeza não nasceu sabendo. Se você quiser se tornar um guitarrista completo (e mais uma vez, você deveria querer), em todos os sentidos, deve pensar em aperfeiçoar-se em três direções – técnica, teoria e “bom gosto”. A técnica é a parte mecânica do ato de tocar guitarra. Ela diz respeito, essencialmente, ao modo de conseguir com que os dedos façam aquilo que você deseja. Trata-se, parcialmente, de uma questão de desenvolver coordenação motora, força e independência entre os dedos das mãos e, em parte, da memorização de padrões de acordes e suas digitações. A teoria é a parte intelectual do ato de tocar o instrumento. Ela se refere a compreensão do que é a música e seu funcionamento. Todo instrumentista acumula alguma teoria com o tempo, mesmo que ele não pense nisto nesses termos. Ainda assim, existe uma certa mística envolvendo a teoria musical, de tal modo que muitos guitarristas se convenceram de que ela é muito complexa e difícil. Na verdade, a teoria musical é mais fácil do que parece. Tente estudar e entender os princípios básicos. Uma vez assimilados, eles lhe permitirão decifrar conceitos aparentemente complexos, como acordes estendidos e alterados, substituição, modulação, teoria de escalas e por ai vai. “Existem livros e métodos educativos que dizem ao estudante, direta ou indiretamente, que há literalmente centenas de músicas a serem aprendidas. O que eles não dizem é que essas centenas de músicas são construídas com os mesmos velhos acordes, seqüências, escalas e intervalos. É constantemente sugerido ao principiante que ele terá de aprender mil coisas – o que não é verdade”. Howard Roberts Em muitas áreas da teoria musical há uma intersecção entre o intelectual e o instrumentivo. Assim que seu “ouvido” musical for se desenvolvendo, você terá uma idéia instintiva daquilo que soará vem e daquilo que não dará certo. Toda a teoria musical pode ser considerada como um método para analisar aquilo que o ouvido nos diz estar correto ou não. O gosto é o aspecto mais difícil de se definir no ato de tocar qualquer instrumento. Ele diz respeito àquilo que você decide tocar. Quando se participa de um conjunto, o que soará adequado num certo contexto não pode ser alcançado por nenhuma indicação prévia. Depende-se de se desenvolver uma intuição para o que os outros músicos estão tocando. Você deve ouvir criticamente o que está tocando. “As partes que o guitarrista pode tocar são aquelas que não podem ser ditas – por isso é a guitarra que as diz… A peça que está sendo tocada determina muito mais aquilo que você toca que seu próprio estilo – como nos velhos blues, em que o slide ‘falava’… Para mim, não há muito sentido em se executar um solo só pelo som em si: ele deve se moldar naturalmente ao contexto”. Mark Knopfler Isso nos faz dar meia-volta e retroceder até a importância da prática. Lembre-se de que por mais que existam os tais milhares de métodos diferentes, ainda não inventaram um método melhor que tocar, tocar e tocar mais ainda. “Quando faço exercícios, geralmente coloco um disco bem quente na vitrola, aumento o volume e toco junto com ele. Isso me dá a sensação de estar tocando junto com a banda, mantém a adrenalina fluindo” Albert Lee
texto tirado do livro A Guitar Handbook de Dorling Kindersley, lançado pela Dorling Kindersley Limited, London.
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14

de
fevereiro

CURSO DE VIOLÃO - Como trocar os acordes

Um problema que 100% dos iniciantes enfrentam é que, para tocar o acompanhamento de uma música, no caso do violão, a mão esquerda fica parada em uma posição (também chamada de acorde ) , e a mão direita fica “batucando ” o ritmo , até trocar a posição da mão esquerda e assim por diante. Acontece que a mão esquerda demora demais até ficar ágil e habilidosa o suficiente para trocar na hora certa sem “atrasar ” o ritmo . Ou seja: enquanto estamos no mesmo acorde, tudo bem, só a mão direita trabalha. Na hora de mudar de posição, que sufoco ! se descuidar , acaba “atrasando ” ou “cruzando ” o ritmo. Há uma solução que encontrei em vários livros sobre violão que colocarei aqui:
Escolha três acordes bem diferentes entre si.
Numere cada um ( 1, 2, e 3 )
Monte o acorde 1 e toque uma vez só.
Monte o acorde 2 e toque uma vez só
Monte o acorde 3 e toque uma vez só
Vá repetindo ( 1, 2, 3… ) em seqüência cada vez mais depressa, mais depressa, até não precisar mais pensar antes de tocar qualquer um dos três, isto é : a mão vai “sozinha”.
com quatro acordes, depois com cinco, etc…
Experimente também, passar a seqüência dos acordes de uma música, (uma nova canção, ou uma que é difícil de tocar).
Muitos violonistas e guitarristas precisam saber que os melhores e mais rápidos instrumentistas do mundo praticam seus exercícios de velocidade, em um violão comum, acústico, sem amplificadores. Isso porque o “peso ” das cordas do violão é perfeito para um rápido desenvolvimento muscular dos dedos.Em uma guitarra elétrica, por causa das cordas macias e da amplificação, leva-se mais tempo, e dá muito mais trabalho até se atingir o mesmo progresso. Porque os músculos não são forçados,não se exercitam e não se desenvolvem tão bem. Por tanto preste sempre atenção para esse detalhe!!!

14

de
fevereiro

CURSO DE VIOLÃO - Técnicas Básicas de Dedilhados

Desde o início da década de 60, o dedilhado fingerpicking tem sido sinônimo da música folk americana e de violão de cordas de aço. Mas você não precisa ser fã de folk, nem tocar violão, para se beneficiar dos dedilhados baseados em padrões. Há muitas maneiras de aproveitar a energia suave e rítmica do dedilhado fingerpicking na música contemporânea. O truque é combinar movimentos tradicionais da mão da palheta com aberturas e timbres modernos. Nesta lição, mostramos como fazer isso. Mas, primeiro, faremos uma distinção entre dedilhado fingerstyle e fingerpicking. Toda vez que você ataca as cordas com as pontas dos dedos, em vez de usar uma palheta, você está tocando fingerstyle. O fingerstyle caracteriza uma grande variedade de gêneros musicais, como o erudito e a bossa nova. O fingerpicking possui uma definição mais restrita – é uma técnica baseada em padrões. Os grandes mestres do fingerpicking repetem sequências específicas de dedilhado à medida que atravessam progressões de acordes e músicas. Esta repetição é o que torna o fingerpicking atraente e desafiador. Com modelos básicos, você pode criar ritmos incríveis que darão vitalidade à sua música.
12 anos formando talentos!

14

de
fevereiro

CURSO DE VIOLÃO - O Violão no Brasil


A VIOLA, instrumento de dez cordas ou 5 cordas duplas, precursor do violão e popularíssima em Portugal, foi introduzida no Brasil pelos jesuítas portugueses, que a utilizavam na catequese. Já no século XVII, referências são feitas á viola em São Paulo, uma delas colhida por Mário de Andrade: “Em 1688 surge uma certa viola avaliada em dois mil réis, preço enorme para o tempo.
E, caso curioso, esta guitarra pertenceu a um dos mais notáveis bandeirantes do século XVII: Sebastião Paes de Barros.”
Ainda na mesma obra, Mário de Andrade cita Cornélio Pires, para quem a viola é um dos instrumentos que acompanha as danças populares de São Paulo. A confusão entre a viola e violão começa em meados do século XIX, quando a viola é usada com uma afinação própria do violão, isto é, lá, ré, sol, si, mi.
A confusão no uso do termo viola/violão, continua nessa época como atesta Manuel Antônio de Almeida, autor da Memórias de um Sargento de Milícias (1854-55), quando se refere muitas vezes com terminologia da época do final da colônia, á viola em vez de violão ou guitarra sempre que trata de designar o instrumento urbano com o qual se acompanhava as modinhas.
A viola, hoje, tornou-se a viola-caipira, instrumento típico do interior do país, e o violão, depois de ter sua forma atual estabelecida no final do século XIX, tornou-se um instrumento essencialmente urbano no Brasil. O violão também tornou-se o instrumento favorito para o acompanhamento da voz, como no caso das modinhas, e, na música instrumental, juntamente com a flauta e o cavaquinho, formou a base do conjunto do choro.
Por ser usado basicamente na música popular e pelo povo, o violão adquiriu má fama, instrumento de boêmios, presente entre seresteiros, chorões, tornandos-se sinônimo de vagabundagem. Assim o violão foi considerado durante anos.
Os primeiros a cultivar o instrumento de uma maneira séria foram considerados verdadeiros heróis.
O engenheiro Clementino Lisboa foi o primeiro a se apresentar em público tocando violão, especialmente no Clube Mozart, o centro musical da elite carioca fin-de-siècle. Ainda algumas figuras proeminentes da sociedade carioca dedicaram-se ao instrumento na tentativa de reerguê-lo, tal é o caso do desembargador Itabaiana, do escritor Melo Morais e dos professores Ernani Figueiredo e Alfredo Imenes.
Um dos precursores do violão moderno no Brasil foi Joaquim Santos (1873-1935) ou Quincas Laranjeiras, fundador da revista O Violão em 1928, e que nos últimos anos de vida dedicou-se a ensinar o violão pelo método de Tárrega.
Uns anos antes, 1917, Augustin Barrios se apresenta em uma série de recitais no Rio de Janeiro, tocando o instrumento de uma forma nunca vista/ouvida antes. Segue-se a tournée de Josefina Robledo, que tendo permanecido aqui por algum tempo, estabelece os fundamentos da escola de Tárrega.
Dessa época destaca-se a agora reconhecida obra de João Teixeira Guimarães (1883-1947) ou João Pernambuco, sobre quem Villa-Lobos dizia, a respeito de suas obras: “Bach não teria vergonha de assiná-las como suas.”
Atualmente a obra de João Pernambuco é bem conhecida graças ao trabalho de Turíbio Santos e Henrique Pinto. Aníbal Augusto Sardinha (1915-1955), o Garoto, foi um dos precursores da bossa-nova. Atualmente as excelentes obras de Garoto ganharam vida nova, graças a Paulo Bellinati, que recuperou, editou e gravou boa parte de sua obra.
Mencionamos o samba-exaltação Lamentos do Morro, os choros Tristezas de um violão, Sinal dos Tempos, Jorge do Fusa e Enigma, e a Debussyana, entre tantas outras. Ainda na linha da música popular destacam-se Américo Jacomino (1916-1977), Nicanor Teixeira, e mais recentemente a figura de Egberto Gismonti com suas obras Central Guitare e Variations pour Guitare (1970), ambas de caráter experimental. Também Paulo Bellinati realiza excelente trabalho como compositor, obras como Jongo, Um Amor de Valsa e Valsa Brilhante já ganharam notoriedade.
O violão no Brasil passou a se desenvolver, principalmente, em dois grandes centros, Rio e São Paulo, de onde vem a maioria dos grandes violonistas brasileiros, que tiveram ou têm sua formação instrumental com os professores destas cidades.
Em São Paulo, o excepcional trabalho desenvolvido pelo violonista uruguaio Isaías Savio (1900-1977), que teve sua formação violonística com Miguel Llobet, resultou em uma das melhores escolas de violonistas da América do Sul. Depois de residir na Argentina, Savio radicou-se definitivamente no Brasil, primeiro no Rio, depois em São Paulo. Nesta cidade, onde desenvolveu a maior parte do seu trabalho, fundou a Associação Cultural Violonística Brasileira, e em 1947 tornou-se professor de violão do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, como fundador da cadeira de violão, a primeira do país.
Ainda em 1951, participou da fundação da Associação Cultural de Violão de São Paulo. Além desta intensa atividade, Savio se distinguiu pela composição de mais de 100 obras para o instrumento e cerca de 300 transcrições e revisões. Hoje em dia suas compilações de estudos ainda são usadas em muitas escolas por todo o país.
Entre os discípulos de Savio que mais se destacaram está Antonio Carlos Barbosa-Lima (1944), que aos 13 anos estreou como concertista e aos 14 gravou seu primeiro LP.
Barbosa-Lima é na atualidade um dos mais conceituados violonistas, tanto em concertos, como na edição, transcrição e comissão de novas obras para o instrumento. Basta dizer que a Sonata op. 47 de Alberto Ginastera foi por ele comissionada e a ele dedicada.
Henrique Pinto, também aluno de Savio, é reconhecidamente um dos mais importantes pedagogos do instrumento na atualidade. Além de desenvolver uma grande atividade como editor e revisor de obras para violão, Henrique é o responsável por uma geração dos melhores violonistas brasileiros. Entre estes estão: Angela Muner, Jácomo Bartoloni, Edelton Gloeden, Ewerton Gloeden e Paulo Porto Alegre. Ainda de São Paulo devemos citar a Manoel São Marcos e sua filha Maria Lívia São Marcos, radicada na Europa, e Pedro Cameron, também compositor de excelentes obras como Repentes, vencedora do 1º Concurso Brasileiro de Composição de Música Erudita para piano ou violão - 1978.
No Rio, destaca-se a figura de Antonio Rebelo (1902-1965), que também foi aluno de Savio quando da residência deste no Rio. Rebelo desenvolveu atividades como docente, impulsionando o violão na cena musical. Entre seus discípulos estão Jodacil Damasceno, Turíbio Santos, Sérgio e Eduardo Abreu. Jodacil Damasceno (1929), além dos estudos com Rebelo, estudou com Oscar Cáceres.
Turíbio Santos (1943), também estudou com estes dois mestres e com Julian Bream e Andrés Segóvia. Santos foi o primeiro brasileiro a vencer, em 1965, o Concurso Internacional de Violão da O.R.T.F., em Paris. Fez a primeira gravação integral dos doze Estudos de Villa-Lobos e participou da estréia mundial do Sexteto Místico, também de Villa-Lobos.
Turíbio é um dos maiores divulgadores da obra do grande compositor brasileiro e hoje dirije o Museu Villa-Lobos no Rio. Os irmãos Abreu, Sérgio (1948) e Eduardo (1949), desenvolveram uma das mais brilhantes carreiras de concertistas internacionais. Ambos estudaram com seu avô Antonio Rebelo e com Adolfina Raitzin de Távora.
Foram premiados, em 1967, no Concurso Internacional de Violão da O.R.T.F.. Realizaram inúmeras gravações na Inglaterra, e se destacaram como um dos melhores duos de violão de todos os tempos. Atualmente, Sérgio dedica-se á construção de violões. Ainda devemos mencionar outros violonistas cariocas como Léo Soares, Nicolas Barros, Marcelo Kayath, também premiado em Paris, e o brilhante Duo Assad, formado pelos irmãos Sérgio e Odair.
A música brasileira para violão tem se desenvolvido, praticamente, á sombra da excepcional, embora pequena, obra de Villa-Lobos, que continua sendo a mais conhecida nos meios violonísticos nacionais e internacionais. Alguns compositores tentaram reprisar o sucesso dos 12 estudos. Este é o caso de Francisco Mignone (1897-1986), que com sua série de 12 Estudos (1970), dedicados e gravados por Barbosa-Lima, não obteve o sucesso musical almejado.
Já o mineiro Carlos Alberto Pinto Fonseca (1943), compôs Seven Brazilian Etudes (1972), também dedicados a Barbosa-Lima, nos quais demonstra um nacionalismo e lirismo da mais pura escola nacionalista.
O compositor paulista Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993), uma das figuras mais proeminentes da música brasileira escreveu pouco, mas bem, para violão. O Ponteio (1944), dedicada e estreada por Abel Carlevaro, a Valsa-Choro e os três pequenos Estudos, apresentam-se com uma linguagem mais livre da influência da obra violonística de Villa-Lobos.
Mais original quanto a sua linguagem musical é a obra de Radamés Gnatalli (1906-1988). A forte ligação de Gnatalli á música popular brasileira é claramente visível em várias de suas obras que misturam a música urbana carioca a uma refinada técnica e musicalidade.
Das suas obras para violão, destacam-se os vários concertos para violão e suíte Retratos para dois violões, Sonata para violoncelo e violão e a Sonatina para violão e cravo, além da inclusão do violão em várias obras para grupo instrumental de caráter regionalista. Edino Krieger (1928) compôs uma das mais importantes obras para o repertório dos últimos tempos. A Ritmata (1975), dedicada a Turíbio Santos, explora novos efeitos instrumentais e associa uma linguagem atonal a procedimentos técnicos utilizados por Villa-Lobos.
A obra de Almeida Prado (1943) Livro para seis cordas (1974) apresenta uma concepção musical originalíssima livre de qualquer influência violonística tradicional e que delineia bem o estilo deste compositor; esta obra ainda apresenta certas semelhanças com as Cartas Celestes (1974) para piano quanto á sua concepção sonora. Marlos Nobre (1939) tem na série Momentos a sua obra mais importante para violão. Escrita a pedido de Turíbio Santos e projetada para 12 números, os primeiros quatro foram escritos entre 1974 e 1982.
Ainda de Nobre destaca-se a Homenagem a Villa-Lobos e Prólogo e Toccata op. 65. Para dois violões, Marlos Nobre recriou 3 Ciclos Nordestinos dos originais para piano, ótimas obras miniaturas que utilizam motivos do folclore nordestino.
Ricardo Tacuchian (1939) escreveu Lúdica I (1981), dedicada a Turíbio Santos, em que apresenta uma linguagem contemporânea com toques de nacionalismo e efeitos sonoros os mais diversos.
A sua Lúdica II (1984), escrita em homenagem a Hans J. Koellreutter, é uma obra mais tradicional quanto á sua concepção sonora. Jorge Antunes (1942) escreveu Sighs (1976), na qual o autos requer uma afinação especial para o segundo movimento, uma invenção em torno da nota si.Lina Pires de Campos escreveu o excelente Ponteio e Toccatina (1978), obra premiada no 1º Concurso Brasileiro de Composição de Música Erudita para Piano ou Violão - 1978.
Deste mesmo evento surgiram novas obras, como o já mencionado repentes de Pedro Cameron, a Suíte Quadrada de Nestor de Holanda Cavalcanti e o ótima Verdades de Márcio Cortes.
Ainda cabe aqui mecionar a obra do boliviano, radicado e ligado a Curitiba e ao Brasil durante anos, Jaime Zenamon (1953), dono de uma excelente e prolífica produção para o instrumento que tem sido extremamente bem aceita nos meios violonísticos internacionais.
Entre suas obras destacam-se Reflexões 7, Demian, The Black Widow, Iguaçu para violão e orquestra, Reflexões 6 para violoncelo e violão, e a Sonatina Andina para dois violões.
Referências Bibliográficas: A Evolução do Violão na História da Múscica / autor : Eduardo Fleury Nogueira / 1991 / São Paulo. História do Violão / autor: Norton Dudeque / 1958 / Curitiba.

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13

de
fevereiro

CURSO COMPLETO DE VIOLAO E GUITARRA - Versão 2009


Estamos lançando a versão 2009 do CURSO COMPLETO DE VIOLÃO E GUITARRA – Nível Básico e Intermediário, em formato E-books (PDF) com mais de 850 páginas, contendo todas as informações e exercícios necessários para você aprender a tocar Violão e Guitarra de modo rápido, prático e sem complicações! O Curso foi elaborado para oferecer todas as informações necessárias passo a passo para quem está iniciando, ou mesmo para quem já toca um pouco e quer aprimorar os seus conhecimentos. São aulas Teóricas e Práticas, explicadas através de textos leves e detalhados, fotos e gráficos coloridos, em um material inédito e exclusivo em 10 livros digitais, e você ainda conta com o suporte do Professor On-line para esclarecer todas as suas dúvidas. Você estuda nas horas vagas, e no final do Curso após enviar a sua Avaliação geral receberá o Certificado de Conclusão atestando que você concluiu com êxito o Curso Completo de Violão e Guitarra – Nível Básico e Intermediário.
Adquirindo o CURSO COMPLETO DE VIOLÃO E GUITARRA, você receberá em Cds acompanhados do Manual do Estudante o seguinte material de estudos:
CURSO DE VIOLÃO E GUITARRA ( 7 módulos em formato E-books com 370 páginas coloridas, com aulas teóricas e práticas, exercícios, testes e gabaritos para correção ) – Nível Básico
CURSO DE VIOLÃO ( 1 Módulo com 360 páginas coloridas, contendo todas as informações e aulas necessárias para você aprender a tocar rapidamente) – Nível Básico e Intermediário
CURSO PRÁTICO DE GUITARRA (1 módulo de Teoria e Pratica de Guitarra com exercícios para você se transformar em uma fera no assunto)
57 AULAS GRAVADAS COM EXPLICAÇÕES PASSO A PASSO DAS LIÇÕES DO CURSO (Conteúdo de 7 Cds)
VÍDEO AULAS SELECIONADAS ( Mais de 50 vídeo aulas com dicas e explicações teóricas e práticas)
LIVRO DE REPERTÓRIO SELECIONADO - ( 1 livro com músicas de sucesso selecionadas para você tocar e praticar no instrumento )
2 AFINADORES VIRTUAIS EXCLUSIVOS
DICIONÁRIO DE ACORDES ( Software exclusivo versão completa e original com senha para registro )
EDITOR DE TABLATURAS ( Software exclusivo versão completa e original com senha para registro )
BILLION CHORDS ( Software exclusivo versão completa e original com senha para registro )
91 EXERCÍCIOS PRÁTICOS SELECIONADOS ( Em formato Guitar Pro 5)
MÚSICAS CIFRADAS PARA EXERCÍCIOS (Mais de 900 músicas cifradas para você praticar com o curso)
SENHA DO SUPORTE PROFESSOR ONLINE
SENHA DO FÓRUM ÁREA VIP ARTMAIA (Mais de 250 arquivos para estudos e downloads)
APOSTILA APRENDA TUDO SOBRE ESCALAS ( Método prático com explicações passo a passo)
CARTEIRA DE ESTUDANTE
CERTIFICADO DE CONCLUSÃO
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Veja abaixo o programa de aulas do curso:
O Principiante / O violão / A Guitarra / As cordas / O agudo e o grave / A mão direita / A mão esquerda / Exercícios / Escalas e notas musicais / Acordes / Cifras / O tom maior e o tom menor / Anatomia do Violão / Cuidados com o instrumento/ A postura / Técnicas da mão esquerda/ A palheta/ Como usar a palheta / Os acordes básicos / Tipos de palhetas/ Exercícios para a mão direita / Exercícios com palheta/ Exercícios para a mão esquerda/ Ritmos/ A Pestana/ Acordes com pestana /Efeitos eletrônicos / Anatomia da guitarra / Os captadores / Afinação / Solos práticos / Os tons e os semitons / localização das notas no braço do instrumento / Conceitos básicos sobre a música/ O acompanhamento/ O sustenido/ O bemol/ A escala diatônica/ A escala cromática/ Os ritmos mais usados/ Seqüências rítmicas/ Os graus da escala/ A teoria dos três acordes/ Tablaturas/ Os acordes na tablatura/ O dedilhado na tablatura/ As dúvidas mais comuns/ Como trocar as cordas/ Como melhorar a ação das cordas/ Escalas/ Entendendo as escalas maiores/ Construindo as escalas maiores/ Cromatismo/ Exercícios de cromagem / O mapa das notas/ Como obter notas oitavadas/ Transportando acordes com pestana/ Exercícios de prática de escalas/ A teoria da construção dos acordes/ Músicas cifradas/ Transporte de tonalidade/ Progressão de acordes/ Intervalos/ Classificação e análise dos intervalos/ Intervalos compostos/ Escala menor natural/ Tríades/ estudando a construção de tríades/ Padrões de dedilhados/ Seqüências dedilhadas/ Acordes relativos/ Notas enarmônicas/ Ritmos Brasileiros/ Trocando as cordas da Guitarra/ Técnicas de Solo/ Hammer-on/ Pull off/ Bend/ Slide/ Dicas, exercícios e tablaturas/ Curiosidades musicais/ O tom de uma música/ Os acordes principais de um tom/ Pequeno dicionário de acordes/ Padrões rítmicos/ Dedilhados e levadas/Tríades / Escalas / Campo Harmônico / Harmonização / Inversões / Digitações / Padrões Melódicos / Padrões rítmicos / Princípios de harmonia / Formação de Acordes / Acordes Dissonantes / Estilos musicais / Como tocar Intervalos / Como ler e entender as partituras / Exercícios e Dicas / Variações do bordão / Ritmos e acompanhamento / Técnicas instrumentais / Escalas Pentatônicas / Músicas e Tablaturas / Substituição de Acordes, Improvisos, etc…
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10

de
fevereiro

VIOLÃO E GUITARRA

Muita gente me pergunta se existe diferença entre guitarra e violão? Existe, e muita! Apesar de teoricamente o violão e a guitarra serem iguais — seis cordas, mesma afinação, mesmos acordes —, na prática eles tem funções completamente diferentes. O violão é usado (principalmente no contexto de louvor) como instrumento de base, enquanto a guitarra é um instrumento de detalhes — é a “cobertura do bolo”. É claro que existem momentos em que a guitarra é quem manda, mas no geral, principalmente se você tiver um piano ou um violão (ou os dois!), sua função é preencher os espaços deixados pelos outros instrumentos.Uma boa dica é ouvir o que os outros músicos estão tocando antes de decidir o que você vai tocar.
Base x solo
Na verdade, essa história de ter uma guitarrista só para base e outra apenas para solo praticamente não existe mais. O guitarrista moderno tem que estar preparado para fazer bem as duas funções. Dificilmente alguém vai chamá-lo para tocar apenas solo. Lembre-se: a palavra chave para o guitarrista de hoje é versatilidade. Um bom solo é mais do que saber qual escala usar. É preciso entrar no clima da música, captar a idéia, o que a música está querendo comunicar.
Segredos do bom guitarrista
É claro que algumas pessoas têm mais facilidade em aprender um instrumento do que outras, mas uma coisa que todo bom músico tem em comum são muitas horas de estudo. Não existe formula mágica, procure um bom professor e acima de tudo estude, estude, estude. Outra coisa importante é saber que sempre há muito o que aprender com os outros. Humildade é essencial para se desenvolver como músico.
A seguir, algumas dicas práticas para chegar lá:
1) Ouça muita música – Compre um bom fone de ouvido, vá para o seu quarto, apague a luz e ouça com atenção.
2) Ouça de tudo – Não tenha preconceito com algum estilo musical, amplie seus horizontes. Existe música boa e música ruim em qualquer estilo.
3) Invista no seu equipamento – É melhor você ter apenas uma boa guitarra, um bom amplificador e um bom pedal delay do que ter um monte de equipamento ruim que só vai te dar dor de cabeça.
4) Estude, estude, estude – Procure um bom professor, bons métodos, freqüente cursos e workshops etc.
5) Divirta-se – Nada disso faz sentido se tocar guitarra não for algo prazeroso.
Fonte: Vineyard Music Brasil
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9

de
fevereiro

ESCALAS - Parte 1

Escala nada mais é que uma seqüência de notas sucessivas, separadas por tons e semitons. Dependendo da forma que estão organizados estes intervalos, nós obteremos um modo maior ou menor.

Em geral precisamos das escalas para fazer um solo enquanto alguém em outro violão ou teclado ou qualquer instrumento harmônico faz ao mesmo tempo uma base, a harmonia.

É possível ainda solar fazendo junto a harmonia, o que dificulta um pouco mais a execução. É possível também solar e sugerir a harmonia apenas através do solo o que já é bem mais avançado. Mas o início de tudo é o estudo das escalas das quais a inicial tomaremos com dó maior. Lembra daquele som: do, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó. Pois é, essa aí é a escala que vamos começar a treinar. Existem duas questões básicas neste estudo que são:

1) a execução da escala, ou seja saber o desenho dos dedos no braço do violão (que é um exercício físico, exige muita repetição)

2) o uso da escala, ou seja saber em que casos ou circunstâncias aquela escala deve ser usada (que é um exercício mental, precisa ser decifrado pelo menos uma vez).

Muito bem antes de mostrar o primeiro desenho da escala de dó maior, é importante que você saiba que vamos inicia-la na corda mais grave do violão que é o mi(6a corda) e não no dó, o que vai alterar o som da escala. Como assim? Se iniciassemos no dó o som seria esse que você já conhece, mas começando no mi a ordem está alterada apesar das notas serem as mesmas.

A Escala Maior é uma escala heptadiatônica.

· Hepta - Pois possui 7 notas

· Diatônica - Pois é uma sucessão de semitons.

· Portanto os intervalos da escala maior são:

Tônica
2° maior
3° maior
4° justa
5° justa
6° maior
7° maior

É comum também o uso da 8° justa, que nada mais é a repetição da tônica.

Entre os graus III e IV, VII e VIII (3°M e 4°J / 7°M e 8°J
respectivamente) o intervalo é de um semitom.
Entre os demais graus (ou notas) o intervalo é de um tom.

Ex.:
Escala Maior C (dó)

DO – RE – MI – FA – SOL – LA – SI – DO
T___2M_3M__4J___5J__6M__7M__8J
I___II__III__IV___V___VI__VII__VIII

Reparem nos semitons entre III/IV e VII/VIII. (MI e FÁ - SI e DÓ)

Para entender melhor…

Tônica é a nota que dá tom à escala.

Tons: Os tons são as próprias notas musicais.
Para facilitar quando, falarmos em acordes ou tons, usaremos o modo de grafia de notas dos países anglo-germânicas, onde são utilizadas letras do alfabeto:

C - Dó
D - Ré
E - Mi
F - Fá
G - Sol
A - Lá
B - Si

Então Escala de C = Escala Maior de Dó ou Escala de Dó Maior

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9

de
fevereiro

FORMAÇÃO DE ACORDES

Como já mencionado nas lições anteriores, intervalo é a distância que separa duas notas musicais. Os intervalos recebem denominações diversas, como abaixo especificado:
Nome
Distâncias
Exemplo:

Segunda menor
1/2 tom (1 traste)
C para Db

Segunda maior
1 tom (2 trastes)
C para D

Terça menor
1 1/2 tons (3 trastes)
C para Eb

Terça maior
2 tons (4 trastes)
C para E

Quarta perfeita (ou justa)
2 1/2 tons (5 trastes)
C para F

Quarta aumentada ou Quinta diminuta
3 tons (6 trastes)
C para F#

Quinta perfeita (ou justa)
3 1/2 tons (7 trastes)
C para G

Quinta aumentada ou Sexta menor
4 tons (8 trastes)
C para G#

Sexta maior ou Sétima diminuta
4 1/2 tons (9 trastes)
C para A

Sétima menor
5 tons (10 trastes)
C para Bb

Sétima maior
5 1/2 tons (11 trastes)
C para B

Oitava
6 tons (12 trastes)
C para C

Usaremos também as seguintes abreviaturas:

M = maior
m = menor
J = justa (perfeita)
+ ou Aum = aumentada
o = diminuta

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